CICLO DE ESTUDOS

PELAS RUAS DO NOSSO DESEJO

Por que eu quero o que eu quero? Quem deseja em mim? Afinal, o que eu realmente desejo? Na temporada atual do Ciclo de Estudos do Jardim, vamos passear pelas ruas do nosso Desejo.

O Ciclo de Estudos acontece todo sábado das 10h às 11h40. Diferente de um curso, a proposta é ser uma experiência de aprendizagem em comunidade.

Quero garantir minha vaga!

Por que o desejo?

Caminhemos pelas ruas do nosso desejo. O que vamos encontrar? A voz de nossos pais, de nossas professoras e professores, de nossos amigos e amigas, de nossos chefes e chefas, governantes, influencers, ídolos. Difícil encontrar a nossa voz dentro desse turbilhão. Não raro nos encontramos em conflito, em confusão, querendo duas coisas contraditórias ou mesmo sem saber o que queremos. E, ao mesmo tempo, vivendo numa sociedade que nos persegue com a pergunta: O que você quer da vida? Não sabe o que quer da vida?

Querem que tenhamos certeza. Que saibamos o que realmente queremos. Mas, muitas das vezes, não sabemos. Não sabemos qual das vozes é a nossa, se queremos algo porque isso nos faz bem ou se porque foi o que nos disseram que tínhamos de querer. O que diz realmente de mim, o que me veio de fora? Será que eu não quero o que quero para agradar alguém? Ou para ser considerada normal? Para conquistar o respeito dos outros?

Uma questão de autoconhecimento, sim, mas a coisa não para por aí. Vivemos em sociedade com outros seres desejantes que, além de desejarem, também desejam conduzir o desejo dos outros. Um governo dos desejos. Cada sociedade instaura o que é desejável e o que é indesejável, o que é importante e o que é insignificante. Colonialidade, capitalismo, patriarcado, racismo: nomes de sistemas que, antes de mais nada, condicionam e amarram o desejo.

Como encontrar nossa voz no meio disso tudo? Há mesmo uma voz “nossa”? Como desamarrar o desejo de seus bloqueios, de seus condicionamentos, de seus nós? Como viver o desejo em seu poder de criação, de modo livre? Venha descobrir com a gente!

O que você vai vivenciar?

Por onde vamos caminhar?

Desejo e…
…Multiplicidade; Colonialidade; Reconhecimento; Distinção; Natureza; Medo; Amor; Corpo; Sonho; Literatura; Exterioridade; Criação

Vamos acompanhados de:

Aza Njeri, José Ângelo Gaiarsa, Bell Hooks, Renato Noguera, Frantz Fanon, Paul Preciado, Tzvetan Todorov, Suely Rolnik, Augusto Boal, Ailton Krenak, Cristine Takuá, Davi Kopenawa, Krishnamurti, Fábian Romandini, as, os, oas Zapatistas, entre outras e outros intercessores de pensamento!

Você ainda pode fazer parte dessa comunidade!

Se liga nos próximos temas:

14/05 – Desejo e Natureza
21/05 – Desejo e Medo
28/05 – Desejo e Amor
04/06- Desejo e Corpo
11/06 – Desejo e Sonho
25/06- Desejo e Literatura
02/07 – Desejo e Criação

Todas as semanas daremos um gostinho do que preparamos para nosso encontro de sábado no nosso instagram

Para participar pontualmente de algum encontro, é só se inscrever pelo Sympla, através do link logo abaixo.

Lembrando que os encontros acontecem no Zoom aos sábados, das 10h às 12h e têm o valor de troca de R$ 33, por encontro.

🌼Vamos adorar investigar o Desejo com você!

valor social por mês

R$20,00

pessoas de baixa renda, negras,
trans, estudantes da
escola pública

Pode-se assim pensar que o inconsciente é como uma panela de pressão: aí fervem todos os demônios e todos os santos, todos os vícios e todas as virtudes. Tudo que é em potência, embora não seja necessariamente ato, não se ato-alize. Temos, cada um de nós – em nós – tudo o que têm todos os demais homens, todas as demais mulheres. Eros e Thanatos. Temos a lealdade e a traição, somos corajosos e covardes, audaciosos e pusilânimes. Tudo pura potência, fervendo no caldeirão, panela hermética. Temos tanto, tanta riqueza, e bem pouco, tão pouco sabemos do que temos e quase nada do que somos

Augusto BoalDESEJO E MULTIPLICIDADE

Agora, à luz do que foi dito sobre o ego conquiro e a dúvida misantrópica que não é questionada em sua formulação, é possível indicar um elemento que é ignorado, tanto na filosofia de Descartes quanto na de Heidegger. Se o ego cogito foi formulado e adquiriu relevância prática a partir do ego conquiro, isso significa que "penso, logo existo" tem pelo menos duas dimensões insuspeitadas. Sob o “eu penso” poderíamos ler “os outros não pensam” e dentro do “eu sou” podemos localizar a justificativa filosófica para a ideia de que “os outros não são” ou são desprovidos de ser

Nelson Maldonado-TorresDESEJO E COLONIALIDADE

[Na Filosofia Bantu] Todo ser humano nasce com um sol interno dentro de si. A função da comunidade […] família, vínculo social, rede, escola, arte… […] é acender o sol daquele humano

Aza NjeriDESEJO E AMOR